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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Uma Breve História das Sociedades Alternativas


Apresentação:
Tomei a iniciativa de organizar esse importante material sobre o tema sociedade alternativa, como forma de ajudar a ampliar e aprofundar o conhecimento de todos aqueles que se perguntam e procuram um novo caminho de sociedade.
Parte dos textos neste trabalho, foram copiados de diversas fontes da internet e artigos e publicações.
As origens das fontes estão citadas sempre no final de cada texto.
Desejo a todos vocês uma boa leitura!

Introdução:
A Proposta de uma sociedade alternativa sempre esteve implicada em criar uma nova perspectiva de sociedade liberta; livre e autônoma do sistema vigente. Geralmente essas sociedades têm como característica uma forte consciência crítica ao modelo das estruturas do sistema capitalista, ou de qualquer tipo de sociedades opressoras. Os Grupos que se definem como "Sociedade alternativa" se encontram num processo constante de procura de soluções prática para a humanização da sociedade, muitos desses grupos atuam dentro da própia sociedade com objetivo de transformá-la, outros grupos tendem a procurar criar sociedades paralelas com estilo de vida própia ao sistema vigente.
Atualmente com o processo da desumanização e caos ecológico gerado pelo sistema do capitalismo globalizado, e em conseqüência o crescimento mundial dos adeptos do fundamentalismo religioso apocalíptico, os grupos e organizações vinculado a sociedade alternativa se vê como uma nova e possível força de expressão social - ecológica, no planeta, uma necessidade vital de militância e alternativa para ser criado uma terceira via para a paz e o bem-estar da humanidade.

1. Origem do conceito Sociedade Alternativa
A primeira pessoa a usar o termo sociedade alternativa foi o Francês François Fourier e o Inglês Robert Owen.  Eles foram socialistas utópicos e usaram pela primeira vez o termo sociedade alternativa no princípio do seculo XIX. Fourier e Owen são considerados os pais do cooperativismo e foram fortes críticos do sistema capitalista de sua época, foram adversários ativos a industrialização e ao urbanismo, lutaram contra o liberalismo e a competição do mercado. Acreditavam numa sociedade alternativa cooperativista autônoma e auto-suficiente. Acreditavam que o cooperativismo asseguraria uma sociedade justa.
Fourier chamou essa sociedade de "falanges"( Comunidades). Owen se dedicara a escrever e defender uma visão de cooperativismo negando as instituições como estado, família e religião. Acreditava que essas instituições limitavam a liberdade dos seres humanos. Fourier na França criara várias cooperativas, a mais famosa foi a Coopérative des bijoutiers en Doré. Owen, na Inglaterra, influenciou de forma ativa a criação das futuras estruturas cooperativista que surgiriam na Inglaterra. Fourier foi também o primeiro a reivindicar uma sociedade onde as mulheres deveriam ser emancipadas e teriam direitos iguais aos homens. Pode-se considerar seus pensamentos pedagógicos de Owen defendiam a tese que as condições de vida de um indivíduo poderia melhorar, se construíssemos um ambiente de vida favorável ao ser humano. Ele acreditava que seres humanos nascem bons por natureza e pelas circunstâncias sociais e econômicas poderiam deixar de ser (http://es.wikipedia.org/wiki/Sociedad_alternativa).
Carl Marx , Moises Hess e Michael Bakunim, foram as primeiras pessoas a usarem o termo "sociedade alternativa" dentro de uma visão do "socialismo científico" de mudanças sociais e econômicas, sendo que durante todas as décadas do seculo XIX , o usos da frase "sociedade alternativa" aparece em diversos escritos e discursos dos grupos e organizações socialistas, anarquistas e pacifistas (http://es.wikipedia.org/wiki/Sociedad_alternativa).
No campo filosófico Martin Buber já nos meados dos anos 20, escrevera vários textos sobre sociedade alternativa e usara o termo "A nova sociedade". Para Buber a sociedade alternativa seria aquela em que os seus cidadãos se dividiriam em pequenas comunidades autônomas e independentes, viveriam organizados em pequenas estruturas auto-suficientes de ajuda mútua entre comunidades, seriam comunidades organizadas não só de característica cooperativista rural, mais também urbana, espiritual e cultural. O estado teria a função de incentivar e ajudar a estruturar essas comunidades.
Nos anos 40, Mahatma Gandhi defendera o termo sociedade alternativa, como forma de criar uma revolução social e econômica sem violência, onde nesta sociedade os serviços sociais, os transportes, a produção econômica, a habitação, a saúde, a cultura e a arte seriam acessíveis a toda a sociedade. Gandhi praticou uma revolução não violenta para a Índia, sua luta foi por "uma paz real baseada na liberdade e igualdade de todas as raças e nações". Nos últimos anos de sua vida, se tornou mais do que um socialista. Ele havia dito, "Violência é criada por desigualdade, a não-violência pela igualdade".

2. O anarquismo e a sociedade alternativa.
A questão persecutória por excelência entre os anarquistas no decorrer da história é: como seria possível uma sociedade alternativa se cada ser humano pensa de uma forma diferente? Não seria permeada por inúmeros conflitos, guerras, antagonismos?
A resposta a essa questão, defendida pela maior parte dos anarquistas é a de que apenas o desenvolvimento virtuoso da educação (Pedagogia Libertária) – permeada pela autodidática, interesse natural, relativismo cultural e antidogmatismo – proveria as pessoas do desenvolvimento humano efetivo. Assim, embora os conflitos façam parte da sociedade alternativa – e a desenvolvam estruturalmente por essa relação dialética –, eles seriam transferidos do plano físico – como é o caso das guerras atuais para o plano do diálogo como prima a Democracia Direta , sendo negociados de forma pacífica, consciente, racional e, acima de tudo, humana, já que o interesse, o calculismo, não estaria mais regendo as instâncias conflitivas. Em outras palavras, independentemente do resultado do embate, ninguém sairia em posição privilegiada.
Evidentemente, no caso de uma sociedade alternativa, também pode haver indivíduos que perturbem a harmonia social. Como a violência é uma forma pura de autoridade, de poder, o indivíduo que encarná-la em qualquer uma de suas ações, por qualquer que seja o motivo, não será considerado anarquista. Como a sociedade alternativa é uma sociedade de anarquistas e para anarquistas, os dissidentes seriam obrigados a garantir a sua subsistência onde a autoridade e a mesquinhez deles tivesse alguma funcionalidade (http://pt.wikipedia.org/wiki/Anarquismo).

3. Sociedade alternativa de Raul Seixas
Raul Seixas defendida uma filosofia de criar uma sociedade alternativa, suas idéias estavam bastante influenciadas pelo ocultista britânico Aleister Crowley e sua Lei de Thelema: "Faz o que tu queres há de ser tudo da Lei." Os escritos de Aleister Crowley influênciaram muito Raul Seixas e também o seu parceiro musical, hoje o famoso escritor Paulo Coelho. Os dois fundaram na década de 1970 um movimento "A Sociedade Alternativa". Essa sociedade alternativa de Raul Seixas e Paulo Coelho era uma utopia quase exotérica, trascendental, que ia contra todo o sistema vigente. Poucos entenderam as mensagens musicais de Raul Seixas na época, porém, ele criou um estilo de música e manifestação cultural nova, especialmente numa época de opressão da ditatura militar brasileira.
"Sociedade alternativa. Sociedade novo aeon. É um sapato em cada pé. É direito de ser ateu. Ou de ter fé. Ter prato entupido de comida. Que você mais gosta. É ser carregado, ou carregar gente nas costas. Direito de ter riso de prazer. E até direito de deixar, Jesus Sofrer" (Raul Seixas).

4. Movimento Hippie
Nos finais dos 1950, o termo sociedade alternativa estava muito relacionado a contracultura, e o Movimento Hippie foi uma dessas grandes correntes que manifestou o termo sociedade alternativa. A contracultura teve uma característica juvenil revindicadora, defendendo uma sociedade de novos valores sociais e culturais. A "sociedade alternativa" do movimento Hippie estara inspirada numa vida comunitária alternativa. Eles se organizaram em comunidades igualitárias, onde negavam o nacionalismo a Guerra do Vietnã, abraçavam todos os aspectos de religiões como o budismo, hinduísmo, e as culturas nativas norte-americanas, também defendiam o amor livre e a igualdade entre os sexos (http://www.lisergia.net/interferencias/purgantepublicitario/yippies.html).

5. O Provo
Em Maio de 1965 na Holanda, o grupo contracultura holandês chamado Provo que tinha como característica lutar por conquistas sociais, usando a não violência e baseados em princípios anarquistas, organizou um grande Happening distribuindo milhares de panfletos anunciando a fundação do movimento Provo. O "Plano branco", sua primeira ação com grande êxito e repercussão mundial foi denunciar a péssima qualidade do transporte público da cidade de Amsterdã, com fim de manifestar essa insatisfação popular. Os "Provos" invadiram as ruas de toda a cidade com milhares de bicicletas pintadas de branco, onde circulavam na direção contrária do trânsito. Os provos conseguiram com essa ação, criar um colapço em todo o trânsito de Amsterdã, colocaram a questão do trânsito de Amsterdã como assunto principal no governo, e na opinião pública, conseguiram mudanças significativas na organização do meio de transporte público em toda a Holanda. Os Provos tiveram também outros êxitos como pintar as chaminés das fábricas e casas poluidoras do meio ambiente de branco, também organizaram manifestações para o direito das mulheres de receber assistência médica gratuita. Também criaram o plano branco dos "Rumores" que consistia em difundir rumores em todos os meios de comunicação sobre temas de importância social e econômica, a fim de criar uma consciência e discussão nacional sobre esses problemas.

6. Os happening
Esse Conceito de Contracultura iniciada pelos Provos tiveram repercussão em outros lugares da Europa, principalmente na Inglaterra, onde foi criada a idéia dos hapennings. Os happening tiveram manifestações culturais e artísticas nas ruas, promovendo a cultura e arte popular gratuita e aberta a todos, onde organizavam exposições e concertos nos lugares públicos, essas manifestações culturais populares, muitas vezes se transformavam em ato público de reivindicações e rebeldia a sociedade vigente. Essa idéia dos Happening se espalhou para todo o mundo e foi parte integral dos movimentos alternativos dos anos setenta (http://es.wikipedia.org/wiki/Sociedad_alternativa).

7. Os Diggers
Em San Francisco nos Estados Unidos, no bairro de Haight-Ashbury, os Diggers formaram um movimento de teatro popular de rua. Eles reivindicavam pelo direito a cultura gratuita, criaram festas e festivais gratuitos nas ruas e tinham um forte carácter político desafiante a sociedade americana. Eles realizaram o desfile da morte ao dinheiro, como forma de contestar a cultura capitalista americana. Os Diggers criaram constantes manifestações e actos anti-governamentais e foram acusados de criminosos da ordem pública e conspiradores da ordem nacional, principalmente depois que conseguiram criar um grande distúrbio na convenção nacional democrata de 1968. Muitos foram presos e processados (http://es.wikipedia.org/wiki/Sociedad_alternativa).

8. O New Age
O Movimento New Age, foi um conjunto de elementos de manifestações culturais, políticas e espirituais, que tinham o objetivo de transformar a sociedade e o indivíduo através de uma procura de alternativa a sociedade consumista. Tinham uma visão utópica e as vezes até messiânica. Esses grupos de New Age tiveram uma grande produção cultural durante os anos oitenta, criaram um mercado alternativo de livros, música, revistas, retiros e estudos sobre temas de alimentação natural, espiritualidade, medicina natural e em alguns casos criaram seitas pseudo religiosas com estruturas internas rígidas e autoritárias. Em contra partida o movimento New Age do Neopaganismo desenvolveu práticas espirituais dentro do esquema menos centralistas, onde procuraram uma volta as origens das sociedades indígenas nativa americana (http://es.wikipedia.org/wiki/Sociedad_alternativa).

9. O ecologismo
Ė um movimento que surgiu a partir do questionamento sobre o esgotamento dos recursos naturais e o futuro da vida no planeta. O ecologismo pressupõe um olhar ecocêntrico para pensar as políticas públicas. Os ecologistas são conhecidos também como "Verdes".
O primeiro partido ecologista do mundo surgiu na Nova Zelândia em 1976, mas foi somente na década de 1980, principalmente com os Verdes da Alemanha Ocidental, que o movimento ganhou força e notoriedade.
Incorporando temas também ligados aos movimentos sociais emergentes de então (como o ambientalismo, o feminismo, o pacifismo e luta de identidade racial) à prática política, os verdes ocuparam importantes espaços de poder em todo o mundo. Esse fato acirrou a divisão entre os chamados "realistas" (em geral, defendem o relaxamento de posições em troca de resultados eleitorais imediatos) e os "fundamentalistas" (mais apegados aos temas 'clássicos' do ecologismo).
É difícil tentar enquadrar um movimento heterogêneo e complexo dentro de duas ou três categorias. Entretanto, a tensão entre a necessidade dos resultados eleitorais e a manutenção de bandeiras ditas "ruins de voto" pautou grande parte das discussões internas dos partidos verdes pelo mundo.

10. Ação Direta
São grupos de atuação auto organizadas de desobediência civil geralmente não violenta, que ocorrem por uma iniciativa individual ou de pequenos e grandes grupos, com objetivo dar uma resposta direta a uma determinada situação, usando os meios disponíveis, como greve, sabotagem, resistência passiva, manifestação pública, greve de fome, ocupação publica, ou de instituições, muitas vezes usam outros métodos criativos como ação poética ou musical em praças públicas, criam cooperativas, negócios e empresas autogestionárias e independentes. A ação direta não espera por processos políticos governamentais, procura resolver as questões sociais e políticas de forma independente.

5 comentários:

  1. valeu.me ajudou muito na tarefa de sociologia

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  2. as informações a respeito de sociedades alternativas na net são muitos escassas,estava precisando dessas informações para um seminário na universidade,esse blog ajudou muito...

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  3. Cara sou fã de Raul Seixas e achei incrível o que foi dito, como você impôs seu ponto de vista. Ouvi muitos citarem que era coisa do demônio, mas não, você deixou bem claro que a sociedade alternativa de Raul Seixas foi inspirada por um ocultista e não que seja um ato de ocultismo, mas sim de liberdade

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  4. quero muito participar de uma sociedade assim aqui no rio de janeiro, alguém conhece?

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  5. Este comentário foi removido pelo autor.

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